The empire on which the sun never sets

O UK já foi um império. Hoje se resume a 3 países nas ilhas mais charmosas do mundo.

Na época em que foi um império se dizia que o sol nunca se poria nele porque sempre em uma parte dele era dia de tão vasto que era, do Canadá à Austrália.

Esta liderança deixou marcas no mundo. Algumas más, como por exemplo a violência adotada para manter a Índia como colônia e outras boas, como a invasão britânica do rock mundo afora.

Vamos nos manter neste ponto específico: o rock.

Inúmeras bandas sensacionais vieram do UK e não dá nem para começar a listar aqui. É muita gente boa numa ilha só e boa parte do meu top 10 de bandas na história vem do Reino Unido.

A liderança exercida por elas gerou uma legião de fãs mundo afora, eu incluso e elas são capazes de agregar multidões em estádios para shows catárticos.

Foi o caso do show de terça-feira que vi do Depeche Mode.

Um banda inglesa, que fez fama na década de 80, deu uma sumida entre os anos 90 e 2000 e agora voltou com menos impacto mas ainda muito querida entre uma lista de fãs dedicados.

Eu conhecia pouco do Depeche Mode além de alguns hits que curtia até ir morar nos EUA e ter achado o CD duplo de singles deles de 86 a 98. Quando fui comprar achei um CD duplo talvez um pouco demais para o DM. Estava enganado. Ao ouvir entendi que todas as músicas que estavam ali eram necessárias e ainda faltavam outras que estavam no outro CD de singles de 81 a 85.

Depeche Mode não é para todo mundo. São músicas fortes, carregadas de emoção e sombrias. Os clips são escuros e sempre te conectam com aquela sua parte que só você conhece e não mostra para quase ninguém. O canto escuro da sua mente onde você guarda os sentimentos fortes e que são capazes de te destruir.

A banda te faz rever isso tudo através de músicas com uma melodia simples, melancólica e potente, carregada na eletrônica e nos baixos, principalmente por causa do cantor, Dave Gahan que é um dos maiores baixos que já vi cantar na vida.

Quase todas, senão todas as músicas são composição do Martin L. Gore, um moleque com cara de tímido que deve ter comido o pão que o diabo amassou por ter tanta sensibilidade e a felicidade de transformar isso em música. Música muito boa.

Fui no show deles em SP com minha irmã e a minha sobrinha. Minha irmã pirada para ver eles, que nem eu e a minha sobrinha nem aí, porque não os conhecia.

Foram 2 horas de show que tiveram o pico para mim quando ouvi Enjoy the Silence. Os acordes iniciais da música são lindos, o vídeo original, idem e nesta hora eu chorei. Não de tristeza e sim de conseguir ver na minha frente aquele canto escuro da minha cabeça que não visitamos com frequência, mas que nos é importante e precisa ser cuidado de vez em quando.

Obrigado Depeche Mode por existir e obrigado ao UK por produzir líderes tão bons no último século.

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