Eu sou o Charlie Brown

Sem dúvida, o desenho mais importante da minha infância foi o Snoopy. Eu ganhei livros de história muito novo e adorei: gostava dos personagens, dos diálogos e do Snoopy e sua turma.

Era sofisticado, tinha um quê de melancolia que me identificava e quando vi o primeiro desenho me apaixonei tanto pela garotinha ruiva quanto pela música do Vince Guaraldy: era tudo perfeito. Tudo se encaixava de uma forma mágica.

Eu me sentia o próprio Charlie Brown: tímido, com muitas falhas, mas cheio de caráter e personalidade. Queria ser ao mesmo tempo o Snoopy e o Linus. Linus ficava entre o Charlie Brown e o Snoopy.

Todos os desenhos e tirinhas moldaram o caráter da minha infância e vida adulta: eu sou melancólico tal qual as tirinhas do Charlie Schulz e as músicas sensacionais do Vince. Eu entendo a personalidade do Charlie Brown e o abraço: ele é meu amigo, parceiro e espelho. Não importa errar em tudo, falhar em tudo, mas manter um bom coração, ter a paixão platônica pela menina ruivinha e ser amigo do melhor Beagle do universo.

Charlie Brown nunca soube, mas ele é o melhor menino do universo e eu sou ele.

 

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