Meus 2 centavos sobre direitos e deveres

Aconteceu de novo.

Acontece muito mais do que pode. Aliás, não deve acontecer nunca.

Mais um ato brutal de violência contra uma menina de 16 anos. Podia ser a minha filha, pode ser a sua.

Sofrer violência não é culpa da vítima. É culpa do agressor.

Eu sou feminista no sentido de que acredito em deveres e direitos iguais, não importando nossos sexo, cor, crenças ou estudos. Não acredito, por exemplo, que devamos ter cotas raciais como política permanente. Precisamos corrigir o passado, mas corrigido, devemos estabilizar o sistema pela igualdade novamente. Afinal, manter as cotas para sempre indica justamente um preconceito contra quem as recebe e contra quem fica de fora.

Tem também a lista de frases estúpidas que dizem que menina que dança funk, pede. que usa saia curta, pede e vai por aí afora. Somos livres para gostarmos do que quisermos e precisamos ser respeitados pelos nossos gostos. Nossa opinião pode não ser a mesma, mas deve-se respeito a quem tem opinião contrária. Se não conseguir conviver com isto, saia de perto.

Uma coisa é certa porém: podemos tentar reduzir o risco. A nossa realidade aponta que temos violência no Brasil. De várias formas. Todos sabem que sair no Rio de Janeiro ostentando celular caro e joias pode te levar a ser assaltado. Agora, e onde fica o meu direito de usar o que quiser? Hoje, não fica, infelizmente dada a incompetência do estado em nos proteger e na falha da nossa sociedade que não sabe conviver com respeito ao próximo.

Não podemos ir ao estádio com a camisa do nosso clube, não podemos ter 2 torcidas no estádio, não podemos protestar contra ou a favor do PT sem sermos agredidos verbalmente ou até fisicamente e infelizmente, mulheres não podem andar sozinhas de minisaia a certas horas do dia ou noite, por justamente correrem riscos. Tudo isto é resultado de um estado inchado e ineficaz para nos proteger como cidadãos que pagam impostos, e caros, que desejam ser livres para fazer o que quiserem.

Não é machista ou babaca da minha parte pensar que minhas filhas devem evitar alguns locais e algumas roupas em certas ocasiões, pois por eu justamente não acreditar nem em justiça e nem em cidadania no meu país atualmente que as oriento e orientarei a evitar um risco que pode ser mitigado.

Não gosto disto, mas não quero correr risco algum de algum dia eu acordar em um hospital agredido por torcer pelo Fluminense ou ser contra um governo de esquerda que faliu o Brasil, menos ainda em ter de socorrer as filhas que amo ou qualquer uma das minhas amigas de uma situação de perigo.

Isto não me torna menos feminista ou um covarde. Me torna ciente do mundo em que vivemos hoje.

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