O desenho é mais legal que a realidade

Quando moleque ganhei vários livros. Alguns deles marcaram mais que os outros.

Dois em especial têm um lugar cativo no meu coração: o Manual do Detetive e o Guia do Espião e tenho quase certeza que 90% foi por causa das figuras desenhadas. Eu sempre tive uma imaginação fértil e conseguia ver além dos desenhos e animá-los na cabeça como se tivesse vivendo na ilustração.

Eu cresci e achei que isto mudaria, mas não. Mesmo agora adulto ainda me emociono ao ver estes livrinhos inocentes. Queria ser ou detetive ou espião quando adulto, tinha certeza. Talvez não se não pudesse conciliar com a profissão de piloto de fórmula 1.

Eu sempre achei o desenho mais divertido e interessante que a realidade. De qualquer categoria. Quadros impressionistas me fascinam. Posso ficar horas olhando para um e me imaginar dentro deles.

Pensava e penso também que passaria com a idade. Que viveria mais na realidade. Que seria mais sadio, mas no final das contas eu acabei me adaptando a conviver com as duas realidades e me ver ainda hoje em ilustrações ou desenhos é uma certa forma de exercer a minha imaginação e lado direito criativo do cérebro. Se eu usar só o lado esquerdo a vida pode ser precisa, mas tem menos graça.

A imprevisibilidade as vezes me apaixona.

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