Uma analogia com o futebol, no país do futebol

Eu sou brasileiro. Gosto como muitos aqui de futebol. Tenho time: torço empolgado pelo meu Fluminense, que como diria Nelson Rodrigues, ilustre tricolor, o Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto, são times de 3 cores.

Agora, eu entendo pouco da técnica do futebol. Era um péssimo jogador quando moleque e tinha futebol no colégio. Eu era um ano adiantado e o meu tamanho fazia diferença. Se bem que eu era ruim mesmo. Ficava sempre entre os últimos a serem escolhidos e invariavelmente ia para o gol. Acabei gostando da posição e gostava de ir pra lá. Ficava tranquilo até que tomasse um gol. Eu adorava ir para o jogo de futebol.

Mas o que pensei nada tem a ver com a minha falta de habilidade com a bola. Tem a ver com a técnica do jogo. Disso eu nada entendo. Só torço. Não sei qual esquema é melhor e não sei o porquê de um time ir bem ou mal. As vezes times com jogadores ruins e técnico desacreditado vai bem e times com todo mundo badalado vai mal. Eu torço somente.

Agora, como somos o tal país do futebol, é comum, no campo dos negócios fazermos analogias com o futebol: time entrosado, todos seguirem as regras, ajudar no ataque e na defesa, blá, blá, blá. Agora lembrei do Conde Drácula do Hotel Transylvania.

A Europa para nós era inferior no futebol. Hoje, não mais. É aí que quero chegar. Como pessoas teoricamente menos hábeis que brasileiros conseguem hoje serem tão superiores aos brasileiros. Acho que aí vai uma dose de profissionalismo, dedicação, estudos e ciência. No Brasil sempre pensamos: ah, manda um moleque bom de dibre que ele resolve tudo. Aqui tudo é improvisado demais. Não gastamos sequer uma hora por semana pensando em planejamento. O resultado é este: um time de pessoas até brilhantes, mas que juntas nada fazem porque não pensaram como seriam no coletivo.

A falta do pensamento no coletivo, aliás nos leva a várias situações absurdas que acontecem por aqui: eleger pessoas erradas, fraudar processos, dar uma voltinha onde tem um caminho mais longo e aí vai.

O dia em que aprendermos a ter a disciplina de antes estudar, aprender e ter método, talvez passemos a entender porquê tomamos 7 gols da Alemanha, que planejou anos antes como seria seu trabalho durante a copa de 2014.

Tudo isso, porquê hoje notei que o ministério da educação, ponto central do slogan do atual governo federal, a criação da tal pátria educadora, mais parece um time de várzea. Se contar o ministro que estava em 2014, já vamos para o quarto técnico, ops ministro, em menos de 10 meses. Qual time joga bem com tanta troca de técnico? É uma clara demonstração de falta de planejamento, entrosamento e um mínimo de traquejo político por parte da nossa presidente.

E é este ministério que deveria criar as políticas e executar planos que justamente nos fará começar a tomar menos de 7 e fazer alguns gols.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s