Que seja um bom dia das mães e de quem as ajudou a serem mães

Hoje é dia das mães. No comércio, só perde para o Natal.

Apesar de vivermos em um país machista, temos a idiossincrasia de venerar nossas mães no papel fundamental delas: cuidar de nós filhos.

Nos dias de hoje, as mulheres evoluem e algumas entendem que não há a maternidade plena sem a paternidade junto, mas com estas, vêm as que se autodeclaram supermães e que se julgam perfeitamente capazes de não ter a menor necessidade de apoio ou presença de um pai.

É claro que neste cenário, as vezes, existe o apoio de pais ausentes que em nada contribuem. Existe o alto índice de separações e divórcios que rompem dinâmicas familiares, mas não deveriam finalizar os laços da paternidade.

Estamos em tempos esquisitos. As mães se acham autosuficientes em poder cuidar dos filhos e entendem que os pais são descartáveis. Os pais por sua vez, somem, são ausentes e nada  contribuem para um ambiente saudável. Claro que nada disto é regra, mas tem sido a tendência.

No meio disto estão os filhos, que nascem inocentes e prontos para absorver tudo que se passa neste novo mundo. Serão adultos individualistas e que prezarão o prazer imediato, sem esforço e o descarte rápido.

Mães precisam entender que, casadas ou não, pais são necessários na vida dos filhos e que qualquer besteira que eles tenham feito da vida deles, os filhos nada tem a ver com isto. Precisam de um ambiente de paz e calma para serem preparados para a vida da melhor forma possível.

Uma mãe não deve entrar nesta baboseira de que foi ela quem carregou o filho na barriga, amamentou, logo detém a posse de outro ser. Não é assim. Nossos filhos são seres naturalmente livres que estão sob a tutela dos pais até terem o discernimento correto para tomar suas próprias decisões. Mãe não é mais que pai. Tem os sensacionais privilégios de carregar um bebê na barriga e amamentar, mas não os deveria usar como forma de discriminar um pai.

Nem sempre o diálogo é possível, mas o respeito a pessoa do outro lado e, principalmente o respeito ao direito de todos deve ser mantido.

Eu não faço idéia de qual caminho deveremos tomar para resgatar diálogos, família, respeito e direitos, mas sei da minha intenção de não fazer nada aos outros que não gostaria que fizessem a mim.

O máximo que faço, como pai é declarar o quão tenho sido desrespeitado nos meus direitos e me calar para evitar atritos. Mesmo assim, noto que falho em contribuir para uma evolução de um quadro agudo.

Acredito que o tempo, reflexão, meditação e os bons amigos poderão me indicar qual o melhor caminho a seguir.

De uma coisa tenho certeza, não abrirei mão da minha paternidade. A conquistei com duro aprendizado, gosto muito dela e principalmente amo incondicionalmente as filhas que coloquei no mundo.

Dito tudo isto, que todas as mães que conheço tenham um bom dia de homenagens e que todas as boas mães, lembrem que para elas serem mães completamente funcionais, existe um pai na equação também.

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